Mercados de ressaca em semana curta
- Olívia Bulla
- 26 de dez. de 2023
- 4 min de leitura
Feriado hoje na Europa e 6ª nos bancos aqui reduzem pregões e liquidez dos mercados

Dose diária: 🚨 A última semana do ano reserva apenas três dias de pregão no mercado doméstico, enquanto Wall Street opera até sexta-feira (29), feriado bancário por aqui. Já nesta terça-feira (26) é Boxing Day em vários países da Europa, o que mantém as bolsas da região fechadas.
💧 Portanto, a última semana de 2023 será mais curta e deve ser marcada por baixa liquidez nos mercados globais, que ainda estão de ressaca. A recomendação é de que poucos investidores devem comprar ou vender ativos financeiros depois do Natal e antes do ano-novo, reduzindo o apetite por risco a fim de evitar efeitos colaterais.
📅 Mas quem ainda estiver nas operações nesta semana tem alguns pontos para monitorar, enquanto fazem a contagem regressiva pela chegada de 2024. A agenda econômica é destaque. O ponto alto fica com a prévia do índice de preços ao consumidor brasileiro (IPCA-15) em novembro, na quinta-feira (28).
A última semana do ano reserva apenas três dias de pregão no mercado doméstico, enquanto Wall Street opera até sexta-feira (29), feriado bancário por aqui. Já nesta terça-feira (26) é Boxing Day em vários países da Europa, o que mantém as bolsas da região fechadas.
Portanto, a última semana de 2023 será mais curta e deve ser marcada por baixa liquidez nos mercados globais, que ainda estão de ressaca. A recomendação é de que poucos investidores devem comprar ou vender ativos financeiros depois do Natal e antes do ano-novo, reduzindo o apetite por risco a fim de evitar efeitos colaterais.
Até porque no último pregão antes do início das festas, o Ibovespa ganhou de presente um novo recorde - o quinto em uma semana depois de cerca de dois anos e meio longe dos níveis históricos. Com isso, os ganhos em dezembro somam mais de 4%, enquanto no acumulado de 2023, a valorização supera 20%, até aqui.
Já em Nova York, as bolsas cravaram a oitava semana consecutiva de alta, com o S&P 500 colado à máxima histórica. O rali teve início no fim de outubro, em meio à perspectiva de início de cortes nos juros pelo Federal Reserve no primeiro trimestre de 2024. Essa aposta enfraquece o dólar mundo afora, com o índice DXY perto da mínima em cinco meses.
Por aqui, a moeda norte-americana é cotada abaixo de R$ 4,90, com o real se fortalecendo quase 8% desde o início do ano. A perda de valor do dólar está alinhada à queda no rendimento (yield) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), com a taxa do papel referencial de 10 anos (T-note) seguindo no nível mais baixo desde meados de julho.
Agenda em destaque
Mas quem ainda estiver nas operações nesta semana tem alguns pontos para monitorar, enquanto fazem a contagem regressiva pela chegada de 2024. A agenda econômica é destaque. O ponto alto fica com a prévia do índice de preços ao consumidor brasileiro (IPCA-15) em novembro, na quinta-feira (28).
A previsão é de desaceleração da taxa mensal e acumulada em 12 meses, o que torna cada vez mais factível a chance de a inflação oficial (IPCA) encerrar o ano dentro do intervalo da meta, ainda que colado ao teto, de 4,75%. Agora, faltam as expectativas inflacionárias acompanharem esse movimento, conforme recado dado pelo Banco Central.
Mas dificilmente o Boletim Focus do BC trará alguma novidade nesta manhã (8h25). Até quinta, são esperados os números sobre o emprego formal no Brasil (Caged). No dia seguinte (29), o IBGE divulga a taxa de desemprego (Pnad) até o mês passado. E é só!
Na cena política, Brasília fica esvaziada durante o recesso até fevereiro, após o Congresso aprovar toda a pauta de arrecadação do governo. Mas pode ser que o ministro Haddad (Fazenda) anuncie algum pacote de medidas fiscais. Já no exterior, saem dados sobre a atividade regional nos EUA e sobre a indústria e o setor de serviços na China.
💊 Pílulas do Dia
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⏰️ Confira o desempenho dos mercados globais por volta das 7h:
EUA/Futuros: Dow Jones +0,11%; S&P 500 +0,13% e Nasdaq +0,18%;
NY: Ibovespa em dólar (EWZ) +0,46% no pré-mercado; nos ADRs, Vale tinha +1,33% e Petrobras +0,82;
Europa: feriado na Alemanha, França e Reino Unido
Ásia/Fechamento: Tóquio +0,16%; Xangai -0,68%; feriado em Hong Kong
Câmbio: DXY +0,06%, 101.76 pontos; euro -0,01%, a US$ 1,1016; libra -0,05%, a US$ 1,2691; dólar +0,13% ante o iene, a 142,51 ienes;
Treasuries: rendimento da T-note de dez anos em 3,881%, de 3,897% na sessão anterior; o rendimento da T-bill de 2 anos estava em 4,339%, de 4,336% mesma comparação;
Commodities: ouro +0,18%, a US$ 2.073,10 a onça na Comex; petróleo WTI -0,28%, a US$ 73,35 o barril; Brent -0,10%, a US$ 78,99 o barril; o contrato futuro do minério de ferro mais líquido (maio/24) fechou em +1,03% em Dalian (China), a 980,50 yuans após ajustes (US$ 136,94).