A história pós-taxação nem bem começou
- Giovanni Lorenzon
- há 1 dia
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Infomercadosbr, por Giovanni Lorenzon
Se o Vix explode acima de 20% nesta manhã seguinte ao anúncio da taxação global de Trump, elevando o benchmark do “índice do medo” do S&P 500 a mais de 25 pontos, se o Brent derrete mais de 6%, e do dólar DXY despenca, é como dizer que o resto vai ser história nesta primeira parte da quinta-feira (3). Se não o dia todo.
Ou sabe-se lá por quanto tempo. Poderia ser sexta-feira, para alivio num final de semana, mas não é. Como os mercados vão juntar os cacos e emplacar algum fundamento específico nas commodities agrícolas, por exemplo, é algo que ninguém sabe, ninguém vê.
Clima no Brasil, dados de exportações semanais que o USDA de Trump soltará mais tarde, enfim, pelo tamanho das tabelas negativas das CMEs – em Chicago e Nova York - nesta passagem do relógio com os americanos iniciando os trabalhos em Wall Street com queda de mais de 3% - e de mais de 4% no Nasdaq - não tem derivativo que resista.
E o Ocidente acordou só com a China mostrando os dentes. Amanhã deverá levantar com os percentuais retaliatórios. A debacle, portanto, é generalizada nos derivativos.
Só o cacau sobe bravamente, já que a administração Trump não encontrou nada para “reciprocar” contra Gana e Costa do Marfim. E os 10% sobre a amêndoa brasileira é nada para o pouco volume brasileiro de uma commodity que já transita nas alturas dos US$ 10 mil há muito tempo.
Da série “eu não te disse”, “eu não te disse”, de autoria da dona desse pedaço aqui no qual escrevo, vale dizer: hoje ninguém vende, ninguém compra.